Turismo

Gestão do Patrimônio Mundial no Brasil em debate

Evento na Cidade de Goiás (GO) proporciona a troca de experiências entre especialistas sobre gestão de sítios culturais

Turismo - Gestão do Patrimônio Mundial no Brasil em debate
Publicado em 14/08/2018

A Cidade de Goiás, antiga capital do estado de mesmo nome e terra natal da famosa poetisa Cora Coralina (1889-1985), sedia até a próxima quarta-feira (15) o Seminário Internacional Gestão de Sítios Culturais do Patrimônio Mundial no Brasil. Organizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o evento, aberto nesta segunda-feira (13), reúne especialistas de cidades reconhecidas pela Unesco na Europa e na América Latina para a troca de experiências sobre a administração das localidades.

Um dos exemplos é o Centro de Interpretação de Portugal, local de acolhimento onde se tem acesso a informações a respeito da história dos destinos. Ao final do encontro, os ministros da Cultura, do Turismo, do Meio Ambiente e das Cidades vão assinar a Carta de Goiás. O documento, do qual também serão signatários o Iphan e os prefeitos de 14 sítios culturais brasileiros reconhecidos como Patrimônio Mundial, busca garantir a continuidade de investimentos na requalificação urbana de cidades históricas.

Também será firmado um protocolo de intenções entre Ministério do Turismo e Iphan para a instituição da Política Nacional de Gestão Turística do Patrimônio Mundial, que visa estimular o desenvolvimento de produtos e a integração com o setor privado. Presente ao evento, o diretor de Planejamento e Gestão Estratégica do MTur, Neusvaldo Ferreira Lima, defende o adequado aproveitamento do potencial do setor. “É preciso preservar com sustentabilidade econômica para a geração de receitas, emprego e renda”, sustenta.

Nesta terça-feira (14), o coordenador-geral de Mapeamento e Gestão Territorial do MTur, Eduardo Madeira, apresentará oportunidades de financiamento proporcionadas pelo Prodetur + Turismo. O programa do MTur oferece consultoria do Sebrae e do BNDES à formulação de projetos de estados, municípios e empresários interessados em investir na área, a exemplo de cidades históricas. O programa já analisa 44 propostas de municípios de 11 estados, em um total superior a R$ 1,6 bilhão em empréstimos.

A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, enaltece a importância da parceria com o MTur. “Não adianta apenas a atuação das áreas cultural e ambiental se não temos um parceiro fundamental com o Ministério do Turismo. O Iphan protege o patrimônio, mas cabe ao Ministério do Turismo a promoção dos destinos nacionais. A nossa proposta é unir o patrimônio nacional. Há a necessidade de uma ação integrada para as cidades históricas, para haver a dinamização cultural e turística destes locais”, defende Bogéa.

O PAC das Cidades Históricas, lançado em 2013 pelo governo federal, promove investimentos no patrimônio cultural. O trabalho envolve 424 obras em 44 cidades, totalizando R$ 1,6 bilhão. Até o momento, 53 ações foram concluídas e 71 seguem em execução. A Cidade de Goiás, reconhecida há 17 anos como Patrimônio Histórico pela Unesco por sua arquitetura barroca e suas tradições culturais, a exemplo da Procissão do Fogaréu, teve R$ 30 milhões em investimentos do programa nos últimos três anos.

VISIBILIDADE - O Brasil ocupa o atualmente o 1º lugar em recursos naturais e o 8º em atrativos culturais em um ranking de 141 países avaliados pelo Fórum Econômico Mundial (2015). Já na relação de nações com mais bens inscritos como Patrimônio Mundial da Humanidade, o país segue no 11º lugar. Além de aumentar a visibilidade dos destinos reconhecidos pela Unesco, o título de Patrimônio Mundial cria um compromisso internacional pela proteção de sítios culturais e naturais.

No Brasil, 21 bens levam o título da Unesco, sendo 14 culturais e 07 naturais.

(Ministério do Turismo).

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