Planalto prepara MP para subsidiar diesel e gás de cozinha e tentar frear alta de preços
O governo finaliza o texto de uma medida provisória que criará um "fundo de estabilização" para amenizar a alta dos preços do diesel e do gás de cozinha. A medida não deve incluir a gasolina, que tem sofrido as maiores altas dentre os combustíveis. Segundo fontes do governo ouvidas pelo blog, os recursos sairiam: de royalties do petróleo; de dividendos pagos ao Tesouro pela Petrobras; possivelmente, de fundo social administrado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), braço da União na gestão de exploração de óleo e gás, e da Cide Combustíveis, contribuição que hoje ainda incide sobre a gasolina. O aumento no preço dos combustíveis afeta diretamente a vida das pessoas Em fase final, o trabalho conduzido pela Casa Civil, Ministério do Desenvolvimento Regional e Minas e Energia atende a um pedido do presidente Jair Bolsonaro, que tem dito a auxiliares próximos que, atualmente, o problema que mais afeta o governo é a alta dos combustíveis. Em especial, Bolsonaro quer amenizar o preço do diesel, para atender aos caminhoneiros, categoria que o apoia e que vem ameaçando parar se o governo não agir para reduzir os custos de quem roda nas estradas transportando alimentos e bens. Incomoda também ao presidente as piadas e memes que circulam com os preços da gasolina em postos pelo país, que podem se tornar uma dor de cabeça durante o período eleitoral. Bolsonaro queria que o fundo de estabilização amortizasse os preços todos os combustíveis, mas as áreas técnicas têm dito que não há recursos para medida tão ampla. Além disso, é difícil explicar a utilização de recursos públicos para amenizar o preço da gasolina – ao contrário do diesel e gás de cozinha. Mesmo com os preços elevados no país, há uma defasagem dos valores dos combustíveis frente ao mercado internacional. Apesar de a gasolina ter sido reajustada neste ano em mais de 40%, a defasagem segue de quase 20%. O diesel já foi reajustado em 38% e o gás de cozinha em 36%. As principais causas são a alta do barril do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar. Composição dos preços dos combustíveis Arte/g1

O governo finaliza o texto de uma medida provisória que criará um "fundo de estabilização" para amenizar a alta dos preços do diesel e do gás de cozinha. A medida não deve incluir a gasolina, que tem sofrido as maiores altas dentre os combustíveis. Segundo fontes do governo ouvidas pelo blog, os recursos sairiam: de royalties do petróleo; de dividendos pagos ao Tesouro pela Petrobras; possivelmente, de fundo social administrado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), braço da União na gestão de exploração de óleo e gás, e da Cide Combustíveis, contribuição que hoje ainda incide sobre a gasolina. O aumento no preço dos combustíveis afeta diretamente a vida das pessoas Em fase final, o trabalho conduzido pela Casa Civil, Ministério do Desenvolvimento Regional e Minas e Energia atende a um pedido do presidente Jair Bolsonaro, que tem dito a auxiliares próximos que, atualmente, o problema que mais afeta o governo é a alta dos combustíveis. Em especial, Bolsonaro quer amenizar o preço do diesel, para atender aos caminhoneiros, categoria que o apoia e que vem ameaçando parar se o governo não agir para reduzir os custos de quem roda nas estradas transportando alimentos e bens. Incomoda também ao presidente as piadas e memes que circulam com os preços da gasolina em postos pelo país, que podem se tornar uma dor de cabeça durante o período eleitoral. Bolsonaro queria que o fundo de estabilização amortizasse os preços todos os combustíveis, mas as áreas técnicas têm dito que não há recursos para medida tão ampla. Além disso, é difícil explicar a utilização de recursos públicos para amenizar o preço da gasolina – ao contrário do diesel e gás de cozinha. Mesmo com os preços elevados no país, há uma defasagem dos valores dos combustíveis frente ao mercado internacional. Apesar de a gasolina ter sido reajustada neste ano em mais de 40%, a defasagem segue de quase 20%. O diesel já foi reajustado em 38% e o gás de cozinha em 36%. As principais causas são a alta do barril do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar. Composição dos preços dos combustíveis Arte/g1


Paulo Afonso Tavares 





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